Desvendando as Cores dos Peixes
Se você pensa que é pura coincidência um peixe ser vermelho ou azul, podemos adiantar que há muito mais a descobrir!
Antes de tudo, é importante entendermos o conceito da unidade elementar que permite toda a maravilha que observamos: o cromatóforo (também pode ser chamado cromatócito), são células da pele que revestem os peixes (e muitos outros tipos de organismos) capazes de sintetizar e armazenar pigmentos. Esses pigmentos ao sofrerem a incidência de luz, refletem as cores que vemos.
Os cromatóforos podem ser classificados segundo a cor refletida, o que nos dá seis tipos:
1) melanóforos: pretos ou marrons
2) xantóforos: amarelos
3) eritróforos: vermelhos
4) cianóforos: azuis, pigmentos azuis e vermelhos, muitas vezes, estão relacionados a alertas e/ou comunicação com outros organismos
5) iridóforos: refletivos ou iridescentes, vinculadas à habilidade de camuflagem
6) leucóforos: possuem cristais de purina que reduzem a difração da luz, produzindo coloração branca ou prateada
E de onde vêm esses pigmentos?
Alguns podem ser sintetizados, como a eumelanina, enquanto outros, como os carotenoides, precisam ser supridos por meio da dieta. As cores nos peixes podem se dividir em dois grupos de função: informação (padrões de display) e evasão (padrões de camuflagem).
Os padrões de display, as cores aqui estão falando com os outros, dizendo que o peixe tem dominância da área, aptidão física para se manter ali, capacidade de obtenção de alimento e é uma excelente escolha para a reprodução. Já o padrão de camuflagem, é considerada no sentido do indivíduo querer “ficar na dele”, sem ser percebido ou confundindo, podendo ser um aspecto defensivo ou tático.
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